Sábado, 10 de Setembro de 2011

 

“Tinha medo do medo que não se pode medir. Temia aquela doença, a peste dos tempos modernos [o cancro]. Estava aterrorizada com aquele mal que chega não se sabe porquê, não se sabe de onde, que se pode insinuar por todo o lado, sem respeito pela raça, pela condição, pela riqueza ou pela cultura.”

 

Sveva Casati Modignani in Desesperadamente Giulia



publicado por Dreamfinder às 09:47
Sexta-feira, 15 de Julho de 2011

 

“O médico é um homem. Passou em revista os colegas. Conhecia-os a todos de cor. Havia o moralista, o tímido, o técnico, o superficial, o bom, o mau, o inteligente, o perverso, o cínico, o indiferente. Porque, infelizmente, não existe nenhuma actividade humana à volta da qual não girem a ambição, o amor, o ódio, o rancor e a vingança.”

 

Sveva Casati Modignani in Desesperadamente Giulia



publicado por Dreamfinder às 13:54
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

 

“nunca abordavam um problema abertamente, até ao fundo. Assim, a sua vida de casal ia seguindo entre meias mentiras e meias verdades, sempre a fazer de conta que estava tudo bem.”

 

Sveva Casati Modignani in O Jogo da Verdade



publicado por Dreamfinder às 14:10
Sábado, 16 de Abril de 2011

 

“Em tempos a humanidade depunha nas mãos dos sacerdotes as ânsias e os medos e esperava dos sacerdotes, implorante, uma palavra de conforto, um sinal. Depois chegaram os médicos, que os suplantaram com as suas catedrais assépticas que prometiam cura e imortalidade.”

 

Sveva Casati Modignani in Desesperadamente Giulia



publicado por Dreamfinder às 09:24
Sábado, 22 de Janeiro de 2011

 

“Precisava de apanhar os cacos da sua existência para decidir se ainda valia a pena voltar a juntá-los.”

 

Sveva Casati Modignani in Desesperadamente Giulia



publicado por Dreamfinder às 14:12
Domingo, 07 de Novembro de 2010

Mais uma sugestão:

 

Desesperadamente Giulia

Sveva Casati Modignani

(Porto Editora)

 

 

Giulia e Ermes apaixonaram-se na juventude mas foram separados pelos acasos do destino. Porém, vinte anos mais tarde o mesmo destino que os afastou, volta a reuni-los e a mostrar que a força do amor pode vencer. Nesses anos de distância muito aconteceu: casamentos falhados, vivências torturadas, mas também o sucesso profissional - Giulia tornou-se numa conhecida escritora e Ermes num excelente cirurgião.

Porém, a vida promete não lhes facilitar o caminho. E juntos vão voltar a enfrentar a dor e as dificuldades. Giulia vai ver-se confrontada com um cancro da mama e Ermes com a ex-mulher que não pretende dar-lhe descanso.

Uma história de amor, mas também uma interessante reflexão sobre o cancro. Mais um excelente romance de SCM e que já tem uma sequela - "O Esplendor da Vida".

 

“Alguma coisa na admirável constelação do seu organismo tinha falhado. As células de um nódulo no seio extraído um mês antes não eram do tipo normal. Eram daquelas que continuam a reproduzir-se sem nunca pararem. Como um interruptor que se acende e nunca mais se apaga. Naquele dia triste de Dezembro, Giulia chorava por muitas coisas, mas sobretudo porque tinha um cancro.”



publicado por Dreamfinder às 09:40
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

 

"Pensou que, para cozinhar um bom prato, basta que haja imaginação, treino e os ingredientes certos. Para construir uma vida tranquila, pelo contrário, a imaginação não serve de muito, o treino nunca chega e os ingredientes certos não se conseguem encontrar."

 

Sveva Casati Modignani in Qualquer Coisa de Bom



publicado por Dreamfinder às 20:22
Domingo, 13 de Junho de 2010

Apesar de ter aproveitado o fim-de-semana prolongado para umas curtas férias por Lamego e Guimarães, não quis deixar de fazer a habitual sugestão.

Porque vontade não faltava e acabou por surgir a oportunidade, acabei por ler mais um livro da mesma autora da semana passada:

 

Qualquer Coisa de Bom

Sveva Casati Modignani

(Asa)

 

 

 

 

Mais um magnífico romance, a fazer lembrar em alguns momentos o "Chocolate" de Joanne Harris pelas doces referências culinárias, de muito bom gosto, que marcam cada capítulo. Uma história rústica que nos leva a conhecer a simples Lula, porteira de um prédio onde se cruzam diferentes pessoas e culturas. Entre elas, está Alessandra que morre precocemente e deixa em testamento a Lula parte significativa da sua fortuna. A porteira não percebe o porquê desta derradeira decisão e vai procurar o motivo e, nessa demanda, descobrir segredos familiares nunca conhecidos.

Mais um livro de Sveva que fala dos laços familiares, de amizade e de amor. Gostei bastante.



publicado por Dreamfinder às 10:30
Domingo, 06 de Junho de 2010

Para esta semana um livro da autora italiana de "Baunilha e Chocolate":

 

O Jogo da Verdade

Sveva Casati Modignani

(Porto Editora)

 

 

Roberta, esposa e mãe dedicada, atravessa agora uma crise de meia-idade com repercussões conjugais. Marcada por uma infância excêntrica, com uma mãe feminista e independente que nunca se casou com o seu pai e que se fez notar sobretudo pela ausência, Roberta compreende que a família perfeita que nunca teve na infância e que sempre sonhou para o seu futuro, está longe de ser perfeita.

Os filhos parecem não fazer nada certo e só lhe arranjam complicações e mais problemas. O homem que escolheu é incapaz de a satisfazer como marido ou como pai.

Para conseguir entender-se a si própria e à vida que construiu, ela vai perscrutar as teias do passado, lado a lado com a sua mãe Malvina e, assim, conhecer segredos e histórias nunca revelados.

Um livro que fala sobre a independência feminina, mas também tem espaço para amor e maternidade. Lê-se sofregamente e, no fim, lamenta-se que a história acabe. Uma óptima surpresa.

É o primeiro livro que leio desta conhecidíssima autora e fiquei com vontade de ler mais uns quantos da lista de publicados em Portugal.

 

“O meu marido conseguiu fazer-me sentir meia mulher, porque uma mulher que não quer filhos é incompleta. Eu nem consigo dormir de noite. Duvido da minha feminilidade, sinto-me um monstro de perversão, debato-me no desconforto e gostava de ter alguma luz sobre o emaranhado dos meus sentimentos…”


sinto-me:

publicado por Dreamfinder às 09:12
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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